Amassado, rasgado, no livro, no bolso, na agenda, no caderno, na gaveta, secreto, segredo, escondido... no lixo, no coração! São somente meus rascunhos...

Aline Nogueira.



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

EPITÁFIO.

















Tantos foram os encontros desencontrados para um dia me encontrar, tantos foram tempos perdidos para me ligar inteira em apenas um lugar. Como se o meu lugar fosse um, e apenas um. Tanto surto para descobrir que o mundo não tem começo meio e nem um fim. Ou se estiver estarei bem longe para descobrir.
Se eu fosse contar minha história, onde começaria? No útero materno? Ou antes disso? Ou depois talvez... Prefiro então não falar sobre uma trajetória que está numa linha do tempo, que tenho dúvidas que existe. Posso falar sobre os contos, contos de uma vida, contos guardados como um segrego em armários misteriosos, em pastas etiquetadas: ALINE CRIANÇA, ALINE MOÇA, ALINE MULHER, e até mesmo posso pensar numa ALINE VELHINHA.
(...)A criança fofinha que jogava ovos no chão pensando que eram bolinhas, já continha em si a ALINE VELHINHA(...)
(...)Será que ALINE VELHINHA continuará jogando ovos no chão pensando que são bolinhas? Tenho certeza que sim, ela fez isso a vida inteira.

"Passou a vida jogando ovos no chão
pensando que fossem bolinhas."

Seria um bom Epitáfio.
Aline Nogueira.

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